Astrologia Tarot

Qual signo cada carta de Tarot representa?

A Astrologia aborda estudos sobre o universo dos símbolos do ser humano, através dos planetas e astros.

A maioria das pessoas conhecem os signos do Zodíaco, mas poucos sabem que podemos fazer associações simbólicas para nos aprofundarmos no estudo das cartas do Tarot, alinhada à própria energia do signo.

Quer aprender mais e estudar os estudos da semiótica, dos mitos e imagens dispostos nas cartas?

Acompanhe abaixo.

Significados dos Signos nas Cartas

   Quando se analisa a sequência dos significados dos 22 Arcanos Maiores do Tarot, constata-se que ela se correlaciona com arquétipos da história da criação do homem e de seu processo evolutivo, nos diferentes ciclos e fases da vida.

Vamos direto ao ponto de compararmos os aspectos astrológicos às cartas do Tarot.

Zero – O Louco

O Arcano Zero representa o inconsequente, inexperiente e revolucionário.

É o símbolo do questionador, do transgressor, daquele que não é domado por nada e nem ninguém, que questiona as regras da sociedade e quer ser diferente do habitual.

O Louco não vê perigo porque seu objetivo é arriscar, enfrentar os riscos e as leis estabelecidas.

Temos aqui características tipicamente uranianas (do planeta Urano), se compararmos este arquétipo com os símbolos da Astrologia, pois o planeta representa uma energia revolucionária e de infringir as regras, aliada aos seus mitos.

Urano caracteriza assim a fase inicial de qualquer ação, com alternância de exaltação e depressão, de impulso e queda, de vida e morte dos projetos.

Arcano I – O Mago

O Arcano I é o primeiro Princípio da Criação, o “Verbo” em muitas culturas religiosas.

É uma energia criadora, ativa e fecundante, é o ponta pé inicial, o domínio leve e descontraído do caos, através da forma.

O Mago tem o domínio dos quatro elementos ou naipes, pois ele busca o conhecimento e acaba dominando de forma imatura, a matéria.

O Mago tem o potencial de concretizar o céu (abstrato) na terra (concreto), com a intenção pura de saciar sua curiosidade, de ir além em busca do conhecimento, de sanar suas dúvidas. E assim, encontramos características arquetípicas mercurianas do deus e do planeta Mercúrio (ou Hermes).


Mercúrio representa a agilidade e rapidez, a linguagem e a inteligência. A invenção da lira, o instrumento musical de maviosa sonoridade, também é creditada ao deus mensageiro.

A inventividade do deus mensageiro não para por aí: ele é o primeiro a conceber a flauta que deixa Apolo tão deslumbrado que o recompensa com um cetro mágico, o que vai se tornar futuramente o caduceu de Mercúrio.

O caduceu é símbolo da medicina e das profissões da Saúde, pois representa o conhecimento, a inteligência e a ciência, características muito semelhantes encontradas no Arcano I, O Mago e no símbolo astrológico, Mercúrio.

Arcano II – A Alta Sacerdotisa

Segundo Princípio da Divindade, também conhecida como “A Papisa”. É um princípio feminino, criativo e manifestador. Representa o estágio de interiorização da consciência, quando precisamos das pausas, do silêncio e da reflexão, como um importante processo para manifestar a ação.

É o mundo interno povoado de sonhos, reflexões, sensações e a nossa intuição, tão importante para começarmos o nosso dia e nos manter com saúde.

É a consorte do Mago, ou seja, os dois andam lado a lado, em grau de igualdade. Um precisa do outro, em complementariedade.

Ela representa a própria Lua, no significado do campo emocional, o qual ela esconde, e tem a própria Lua em seus pés, e seu manto é como água (veja o Tarot de Waite).

Além de um chapéu representando as três fases da Lua. E já reparou nas duas colunas da carta de Waite? Não há uma relação com a Lua e a Lua negra (Lilith)?

A Lua dentro da Astrologia, nos leva a levar o olhar para o nosso interior, que é tão necessário como olhar para o mundo exterior. É extremamente importante este equilíbrio, pois se nos mantemos em um extremo ou em outro, a tendência é perdemos o contato com nossa essência.

A Lua e a carta da Alta Sacerdotisa, nos leva a valorizar a nossa própria companhia e entender que nosso corpo é sagrado, e tudo o que fazemos deve colaborar com esse grande mundo interior.

Arcano III – A Imperatriz

É o Terceiro Princípio da Divindade junto com seu consorte “O Imperador”.

A Imperatriz é a forma arquetípica presente em todos nós que representa a mulher completa, responsável por si e adulta. É a sábia criadora, aquela que enlaça, une e torna madura os dois Primeiros Princípios (Arcano I, O Mago, e Arcano II, A Alta Sacerdotisa, respectivamente).

Ela é o desenvolver das fases infantis e adolescentes para que haja fecundação, desenvolvimento e criação. O que movimenta, comunica.

A relação astrológica desta carta é com o planeta Vênus e também com o signo de Virgem, ambos representados por mulheres. Podemos encontrá-la em diversas culturas, como a Grande Mãe, Pachamama, Ísis, Sarasvati, Jurema, Mãe Terra, Gaia, Iemanjá, Nanã, Danu, Freya.

É a manifestação da força feminina, que vai além do gênero, pois é neutra de padrões morais, religiosos ou genéticos.

Jung denominou a contraparte feminina do homem de Anima (alma) e a masculina da mulher de Animus (alma masculina), e considera-os como arquétipos além da sexualidade, e sim como modos simbólicos de percepção e comportamento.

É a feminilidade de um homem e de uma mulher que está por trás da personalidade consciente e exerce a função de guia para o inconsciente, conduzindo a pessoa a uma compreensão mais profunda de seu mundo inconsciente (HOPCKE, 2012, p.105).

É o símbolo da nossa mãe interna.

Arcano IV – O Imperador

Normalmente, esta carta está carregada da cor vermelha. Aqui começam a aparecer os signos. O carneiro é bem visível no trono do Imperador (Waite) quanto o próprio animal (Crowley).

É o próprio arquétipo do imperador basicamente como aquele que dá uma direção, como características tipicamente arianas ou relacionadas ao planeta Marte.

Representa o nosso lado masculino, nosso pai interno, nosso lado racional e provedor, que todos precisamos desenvolver e amadurecer.

Jung nos aponta que a primeira projeção da Anima sempre é feita na mãe e a primeira projeção do Animus é feita no pai.

Conforme a Psicologia Analítica, esses Arquétipos paternos (e maternos também) também podem representar padrões emocionais, tais como os medos, ansiedades, rancores, angústias e ressentimentos.

O contato e o relacionamento do bebê com o pai e a mãe, servem como direcionamento na construção do padrão de anima e animus.

Assim, é fundamental salientar que devemos tomar consciência de nossas projeções e alcançar a realidade presente, através da cura do nosso pai e mãe interior.

Arcano V – O Hierofante

O 5 é o resultado do 4 acrescido do 1. Ou do Um atuando sobre o quatro.

O Hierofante ou O Papa representa o ser humano no início de sua trajetória de individuação. Assim, não cabe mais seguir apenas os exemplos deixados pelo seio familiar, ou seja, chegamos num ponto da maturidade que queremos ir além do modelo pai/mãe.

É neste ponto que entra as influências externas, e as figuras de autoridade, pois buscamos um referencial, alguém que passe uma imagem de motivação, de superação ou exemplo.

O Papa ou o Hierofante, simbolicamente representa a moral, a religião, a política e as pessoas que constroem sua imagem através de uma estrutura rígida ou uma Instituição.

O signo de Touro tem as características do elemento Terra de oferecer uma base, uma estrutura sólida. Está relacionado com o que já foi criado, com os processos de educação, com as tradições, com o que desperta prazer visual, como um exemplo a ser seguido, um modelo.

A nível de exemplificação, Jair Bolsonaro,
Elizabeth II e Adolph Hitler nasceram sob a influência do signo solar de Touro.

A maioria dos baralhos tem o Arcano V com cores terrosas. A posição do Hierofante forma o símbolo de Touro (Waite) e o próprio animal está representado atrás da figura central (Crowley).

Arcano VI – Os Amantes

Representa a dualidade das ações a partir de um conceito amoroso. Ter que tomar decisões, fazer escolhas, dentro de um vasto campo de possibilidades, casar e ter filhos.

Nesse processo dual, o anjo (elemento Ar) está sempre presente. Além de duas figuras semelhantes (gêmeas) formando uma dupla. 

O Arcano VI fala de múltiplos caminhos, o ser ou não ser e de tomadas de decisões. Essa característica é a natureza do aprendizado e das escolhas, simbolizado pelo signo de Gêmeos.

Em muitos baralhos, a duplicidade do mundo material e espiritual estão simbolizados. E é o uso do conhecimento e da capacidade de entender a polarização que nos dá domínio de ambos os mundos.

Arcano VII – O Carro

A vida tem seu curso de forma contínua, desde o nascer, crescer, chegar ao apogeu, declinar e finalizar com a morte, que é a fase visível do ciclo da existência.

O Arcano VII é o movimento que surge de dentro pra fora e por isso é simbolizado astrologicamente pelo signo de Câncer. Na verdade este Arcano representa várias direções, seja para onde for que ela aponte.

É a direção pelo coração que deve ser seguida, vinda através do acolhimento e reconhecimento das emoções. Esse é o caminho que nos deixa seguros e em paz com nós mesmos, pois veio de um movimento interno sincero, com a vontade de suprir uma necessidade emocional.

Em algumas cartas, as esfinges estão apontando para direções diferentes, e nos ombros do homem há as máscaras da comédia e da tragédia bordadas pela própria Lua (variação de humor típicas de Câncer) (Waite), e no topo da cabeça há o caranguejo (Crowley).

Arcano VIII – A Justiça

A lâmina 8 está ligada às avaliações e consequências, agradáveis e desagradáveis, de ações executadas no transcorrer da vida. Isso gera experiências que levam a harmonia, nem pender demais para um lado, nem pender para o outro. Em ambas as cartas há um equilíbrio vertical, como um espelho.

E as figuras no baralho são claras: elas sustentam a balança de Libra.

Vemos a busca pela justiça como forma de equilibrar a instabilidade e o caos da existência. A carta da justiça, tal como o signo astrológico, fala sobre nos ajustarmos, de colocarmos limites bem definidos em nós mesmos, para que a vida seja mais saudável.

Manejamos esse símbolo em nossa vida diariamente, quando conversamos com o nosso chefe, quando precisamos de algo em nosso relacionamento e precisamos deixar claro, quando passamos por um desafio e precisamos nos reestruturar.

A balança é a ferramenta disponível que o ser humano tem em mãos para dominar o caos da impermanência. Assim, por mais que possamos tentar controlar a nossa vida, é importante lembrar que sempre estamos numa corda bamba e não há forma de controlá-la completamente.

Arcano IX – O Eremita

Com o tempo, as experiências se acumulam. O Eremita é um velho que se apoia em um bastão e leva uma chama que ilumina seu caminho. As experiências geram conhecimentos, lições de vida e comportamentos.

A busca da perfeição, a habilidade da análise, o aperfeiçoamento, a própria busca por significado e a introspecção. Aquele que discrimina e separa o joio do trigo, para  iluminar as suas sombras. Esse é o arquétipo encontrado no signo de Virgem.

Este signo é aquele que busca discriminar a luz das sombras, o útil do não tão útil assim, e dentro das suas discriminações, traz a cura, a purificação. Em alguns estágios da nossa consciência, precisamos selecionar o que serve e o que não serve.

Este é um caminho que nos faz ficar mais perto da perfeição, da busca pela saúde física, mental, emocional e energética.

Arcano X – A Roda da Fortuna

A Roda da Fortuna representa o processo cíclico, em movimento giratório, com os altos e os baixos do transcorrer da existência, a instabilidade que temos que enfrentar com vários acontecimentos perante a vida. Essa lâmina mostra que tudo na vida é transitório.

Júpiter ou Zeus é o arquétipo de referência a mensagem da carta. Júpiter dinamiza as experiência, expande os desejos e traz a ideia de transformar a realidade quando ela se mostra adversa.

Foi Júpiter (ou Zeus) quem revogou o trono de Cronos, fazendo-o vomitar todos os filhos de engolia para manter-se eternamente no poder.

Assim, a mensagem de Júpiter e da carta da Roda da Fortuna é entender que podemos ser atuantes e senhores do nosso destino, alterando nossa realidade

Arcano XI – A Força ou O Tesão

Esta carta mostra a força que emana de uma profunda relação com o nosso templo: o corpo físico. Quando percebemos que nosso corpo é sagrado, conseguimos ressignificar nossa relação com ele, e podemos voltar a sentir prazer, já não existe certo ou errado para as sensações do corpo físico. 

Há uma força e alegria que dele emana. Devido a essa exuberância e esplendor, sem sombra de dúvidas, temos o signo de Leão representado nessa carta. 

Arcano XII – O Pendurado

A lâmina mostra um homem pendurado por um dos pés – com o outro pé e os braços livres. Sua liberdade e movimentos são limitados. Na Astrologia os pés estão associados a Peixes, o décimo-segundo signo do zodíaco. 

A simbologia astrológica cabe ao planeta Netuno. O Pendurado é aquele que trás uma percepção mais subjetiva e inconsciente do mundo, que mergulha no inconsciente coletivo e percebe o que os outros não estão percebendo ou o que vive com a cabeça nas nuvens, assim como o arquétipo volátil netuniano, que vive e rege os oceanos, nas profundezas e se deixa levar pelo canto das sereias.

Arcano XIII – A Morte

Essa lâmina é a primeira do segundo ciclo zodiacal, ou Segundo Heptanário. Com ela se inicia novo período e nova forma de existência. Por ser associada a transformações, é bom lembrar que tudo que surge como nova forma deixou de existir como outra forma ou substância.

Escorpião está relacionado à transformação e a morte, de encarar as sombras, de ressignificar a vida para renascer. A caveira nas cartas da morte se assemelha muito à figura do Escorpião, além de ter o próprio animal representado.

Em diferentes tipos de Tarot pode ser vista a vida após a morte. A rosa branca sobre a bandeira preta e o pássaro luminoso que sai da cabeça da morte (Waite).

Arcano XIV – A Arte

A lâmina 14 é chamada também de “A Temperança”, mostra uma mulher (em concordância com o Segundo Princípio da Divindade) transferindo um líquido de um vaso para outro. Nesse processo um vaso ganha conteúdo e o outro perde.

A lâmina está ligada a transferências, a fecundação e a ganhos, ao ser somente ser e, a partir dessa expressão, a criatividade nua e crua. 

E em uma busca por altos valores, pelo autoconhecimento, a cabeça da figura sempre no céu, e as asas do conhecimento (Waite) além da alquimia. O equilíbrio e o alcance do meio do céu, entramos em contato com o signo de Sagitário.

A carta da Temperança e da Arte falam sobre a força que impele na direção do supremo. É o encontro da medida certa, do mover-se para frente, dissolvendo contradições e resistências.

Há a necessidade de dominar as tensões interiores e encontrar a solução para um dilema aparentemente indissolúvel, com humildade para não cair na arrogância, por sentir que sabe mais que as outras pessoas.

Arcano XV – O Diabo

No tarot, o Diabo significa poder sexual e instintivo, a kundalini, nossa força mais potente e criadora, que não é nem boa e nem má, mas totalmente manipulável, ou seja, o poder de fazer o bem ou o mal é individual.

A própria figura do bode já deixa clara a analogia com o signo de Capricórnio, o poder que direciona as marés (competência e compromisso), que é característico deste signo de Terra.


Capricórnio é o signo da realização, da liderança. É a cabra montanhesa que escala confiando unicamente na sua natureza.

Tanto a carta quanto o signo de Capricórnio nos perguntam: o que somos capazes de abrir mão para chegar na meta estabelecida? A sede de poder, a vontade de alcançar as metas a longo prazo.

Precisamos tomar cuidado com o poder destrutivo dos nossos impulsos naturais e aprender com este arquétipo: canalizar a energia para superar nossos obstáculos.

Arcano XVI – A Torre

A lâmina 16 do tarot se correlaciona com o fim de formas e substâncias, com a transitoriedade dos elementos, com o demolir para reconstruir, e mostra que tudo que foi construído acaba voltando à situação básica. 

Como um aspecto destrutivo, a força criativa (torre) e destrutiva (raio) é representada na Astrologia por Marte. Além do raio estar claramente representando o símbolo do planeta (Waite). Já em Crowley a voracidade (mais focada em todos os baralhos) está bem enfática.

Arcano XVII – A Estrela

Aquário é o signo da identidade social. Se Leão é o “ eu sou”, Aquário fala sobre “ nós somos”, o grupo identitário com o qual me identifico. Aquário é o signo que aponta para o futuro. Aqui mora o interesse pela tecnologia, pela vanguarda e pelo original.

Signo mental, o signo de Aquário é movido pelo que faz sentido, pela explicação científica dos fenômenos. Aquarianos têm a capacidade de enxergar à frente. A carta a Estrela está ligada com o cosmos, com a alma, com o olhar amplo para o esperançoso e um desejo de mudança.

Essa é a inteligência cósmica, de perspicácia, visão ampla e orientação superior. O pensamento no distante e a empatia também são características típicas do signo de Aquário.

Arcano XVIII – A Lua

Associada a características astrológicas lunares do signo de Peixes, o mundo do inconsciente, o cão e o lobo como representação da influência do inconsciente coletivo e emocional tanto no mundo selvagem quanto no mundo civilizado.

Tanto a carta quanto o signo de Peixes representam um mergulho no mundo subjetivo, das ideias vagas e nada concretas. O lugar que habitam os medos, onde tudo é abstrato e onírico, as fantasias, as fugas e nossas sombras.

Arcano XIX – O Sol

A lâmina 19 está associada a características astrológicas solares, o caminho de integração do Sol. A consciência pela visão, a alegria (Waite) e a plenitude da consciência de todos os signos (Crowley).

O Sol representa o processo de individuação que nos leva a manifestar todo potencial de vida e realização, quando vencemos os medos e, assim, conseguiu integrar plenamente seu ser interno.

A imagem do Tarot de Waite mostra uma criança muito contente montada num cavalo branco, segurando um estandarte cor laranja, cercada de girassóis num jardim murado, e atrás dela brilha altivo o Sol do meio dia com todo seu calor e esplendor.

Tudo nesta carta é alegre e vibrante, mostrando a grande vitória do ser rumo a sua mais pura essência. Sua existência é pura, livre e amorosa.

20 – O Aeon ou O Julgamento

Apesar de Plutão só ser descoberto em 1930, a suposição de sua existência data de cinquenta anos antes. Portanto os astrólogos já supunham sua existência e significação. 

E quem senão aquele que ressuscita os mortos, e que controla as fronteiras dos mundos dos vivos e dos mortos para fazer analogia com Aeon? Essa é considerada uma das cartas mais enigmáticas, e quem mais poderia ser além do enigmático que Plutão?


Tornar nossas cobranças suaves o bastante, exatas, é o objetivo de qualquer trabalho que visa o crescimento espiritual. Para isso estamos aqui. Se tudo vai acabar num túmulo como nos lembra a carta e o símbolo de Plutão.

O que tem realmente valor na vida além da própria Vida, por mais banal que isso pareça?

O Julgamento é o real, estar mergulhado no real, na concretude das coisas.

21 – O Universo ou O Mundo

A lâmina 21 mostra a realização dos objetivos da existência, a aquisição de conhecimentos e individualização.

Saturno é o regente astrológico dessa carta. Temos uma figura nua e flutuante: o poder advindo do domínio de si mesmo. Essa figura está cercada por um círculo: seria uma vagina ou os anéis de Saturno? 

A mensagem da carta é a consumação, o final de um ciclo para o despertar de um novo amanhecer.

Na carta de Crowley, a figura luta com uma cobra, ou seja, lida com suas próprias dificuldades para expandir seu mundo. A representação é clara: só podemos ganhar o mundo se dominarmos a nós mesmos. E essa é a maior lição de Saturno.

Chegamos ao final da jornada dos 22 Arcanos Maiores, e percebemos que há muitas semelhanças dentro do universo dos símbolos e mitos, não é mesmo?

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Agradeço a oportunidade de servir.

Referências Bibliográficas


HOPCKE, Robert.H.  Guia para a Obra Completa de C.G. Jung. 3ª Ed. Petrópolis: Vozes. 2012, 219 p.

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