Auto conhecimento

O custo surpreendente de não fazer terapia

Você é daquelas pessoas que acha que fazer terapia é caro? 

Você acha que se conhece o suficiente e se passar por algum problema e diz que consegue resolver qualquer coisa sem precisar pedir ajuda?

Quero te contar algo que talvez nunca ninguém tenha te dito: você está correndo sérios riscos!

Existe um custo altíssimo de não fazer terapia, e quer saber qual é?

Você certamente vai passar por alguma crise, mais cedo ou mais tarde e mesmo que você se sinta como uma rocha, ou pense que é a pessoa mais forte do mundo, mas se não tiver uma boa estrutura interna sólida poderá desmoronar.

Adoecimento, luto, dúvidas existenciais, medo, insegurança, crise financeira, divórcio, maternidade ou paternidade, envelhecimento e relacionamento são exemplos que poderão te levar ao nocaute ou no fundo do poço, caso você não esteja emocionalmente equilibrado.

Neste post, quero te mostrar que se você não investir em você, no seu potencial de mudança, aprendizado e, em suma, no seu caminho de autoconhecimento, mais cedo ou mais tarde você vai colecionar erros, traumas e dar vários murros em ponta de faca.

Quero te mostrar neste post o custo surpreendente de não fazer terapia.

 1. O custo do vazio

Existe algo em nós que é imensurável, mas muito constante: nossas insatisfações e vazios. 

É comum sentirmos uma ânsia por algo que nos falta, um desejo de “quero mas não sei bem o que”. Na verdade, esse desejo sempre existirá, com diferentes níveis de intensidade.

Alguns terapeutas associam essa sensação de finitude, que parece com um buraco dentro do peito, com o nosso instinto gregário, de estar em pertencimento com outras pessoas, de nos unirmos a algo que é maior que nós.

Psicanalistas apontam esse desejo e o vazio com a vontade inconsciente de voltar à completude que tínhamos dentro do útero da nossa mãe. 

E então surge o primeiro custo: você vai se sentir como o João Bobo, que é arrastado para todas as direções de modismos e por toda sorte de ventos, para achar algo que preencha os buracos da sua insatisfação

Quanto maior o desespero e ânsia para acabar com o vazio, maior a busca. Tem pessoas que viajam o mundo para conhecer lugares e culturas que possam deixá-las felizes, outras gastam rios de dinheiro com itens da moda e outros se jogam em trabalhos árduos.

Outras pessoas mergulham de cabeça em religiões, ou em relacionamentos, achando que poderão ter seus problemas sanados, caso encontrem a Deus ou um parceiro(a).

Não estou dizendo que você não possa viajar, comprar suas roupas ou trabalhar, mas quando você faz isso para preencher uma sensação de vazio interno, na verdade, você está optando pelas escolhas erradas.

E, não, não há nada que você possa fazer para arrancar esse vazio e ânsia por satisfação, ele sempre vai existir. Mas dentro da terapia, você vai aprender a usar e canalizar esse anseio para coisas que podem te ajudar, como por exemplo, direcionar esse desejo para suas metas pessoais.

E vai parar de pular de galho em galho, fazendo de tudo para preencher algo que só você, dentro do seu processo terapêutico e de autoconhecimento, consegue fazer, que é colocar mais doses de você em você mesmo!

Esse vazio pode custar caro, principalmente por existirem maus hábitos ligados a eles: vícios, procrastinação, dependências, pensamentos de derrota e ilusões diversas que você só vai perder tempo e dinheiro.

2.O custo das decisões erradas

Esse é um dos custos mais altos que podem fazer com que uma vida inteira que poderia ser plena e abundante seja desperdiçada.

Nesse caso, quero dar um exemplo. Imagina a Lúcia, que a vida toda foi dona de casa, largou os estudos para cuidar da família e ficou dependente financeiramente do marido. 

Certo dia, o esposo da Lúcia vai ao seu encontro e diz que não está feliz e não quer mais se relacionar com ela, pois o relacionamento estava difícil a ponto de não suportar mais. 

O chão de Lúcia ruiu pela primeira vez. Por alguns dias, ela fica em estado de choque. Nos últimos anos da vida de Lúcia, ela se dedicou unicamente a família e de agora em diante, ela não tem a menor ideia de como vai recomeçar e seguir em frente. A dor é tanta que ela nem sabe se irá conseguir.

Esse exemplo é super comum e abre um leque de possibilidades de como a terapia poderia evitar que o desastre da vida de Lúcia acontecesse.

1º) uma terapia de casal poderia ter ajudado Lúcia e o marido a serem mais sinceros um com o outro, e ambos poderiam se esforçar para corrigir ver erros, tomar novas atitudes e ter uma vida mais leve;

2º) se Lúcia fizesse algum acompanhamento terapêutico, provavelmente, já teria sido advertida sobre relacionamentos de co-dependência e poderia se organizar antecipadamente para sanar esse problema, como organizar sua vida financeira, por exemplo;

3º) o marido de Lúcia poderia buscar um terapeuta para conversar qual melhor forma de resolver sua insatisfação dentro do relacionamento. Talvez ele estivesse passando por um momento difícil que não tivesse nada a ver com o relacionamento, e acabou misturando as coisas;

4º) os filhos, que agora estão perplexos e achando que a culpa é deles, e ao que tudo sugere, essa culpa poderá lhes acompanhar por toda a vida, também terão que passar por um processo terapêutico.

Essas decisões podem acontecer com qualquer tomada de decisão, seja no trabalho, nos estudos, nos relacionamentos, ou na vida financeira. Trabalhar as inseguranças e crises com um terapeuta é diminuir ao máximo os danos e tentar resolver os problemas da melhor maneira possível.

3. O custo da perda

Não existe nada mais doloroso na trajetória humana do que as perdas. Não me refiro apenas a um ente querido: pode ser a perda de um emprego, a mudança de cidade, pode ser o término de um relacionamento, pode ser uma falência, pode ser a perda da alegria de viver.

Esses momentos de perda terão um peso muito mais intenso, com dores, crises e sensação de desespero muito mais altas se você passar por essa fase sem um acompanhamento terapêutico.

Fica muito mais difícil dar a volta por cima, se acolher, passar pela fase de aceitação e ressignificar sua perda se você não tiver ninguém para te dizer o que e como fazer depois.

Como uma pessoa vai entender que precisa dar a volta por cima se ela nem sabe por onde começar?

Então, o custo é alto, pois pode levar muito mais tempo para a pessoa se fortalecer. E tem pessoas que nunca mais se recuperam e entram em estagnação.

4. O custo de viver das aparências

Tem pessoas que aparentam ser fortes, parecem que elas estão blindadas, são realmente muito duras por fora, mas repare bem, na verdade, elas estão se protegendo das suas vulnerabilidades. Essa carcaça é muito comum, principalmente entre os homens.

Usar armadura não é de todo ruim, e tem uma razão de existir: serve para nos proteger, para suportarmos as críticas, para nos apresentarmos perante os outros e nos afastar de prováveis mágoas. Ela é usada por pessoas que passaram por desafios, traumas intensos e talvez tenham sido muito zombadas durante a infância.

A cultura é cruel com os homens que ouvem desde pequenos “engole esse choro” ou “homens não choram”. Então, os homens não podem demonstrar suas fraquezas, não podem dizer o que de fato estão sentindo. Ainda bem que essa ideia idiota está mudando.

A verdade é que essa armadura ou fortaleza é apenas um acessório. E se for usada todos os dias, corre o risco da pessoa que a usa fazer da sua fortaleza a sua máscara protetora, e viver todos os dias da sua vida encenando.

Você já imaginou viver assim? Uma vida de mentiras, e o pior, de ser falsa consigo mesma?

Brené Brown, em seu livro “A coragem de ser imperfeito” relata que esse é um grande problema e tem um custo caríssimo, talvez o mais caro de todos esses custos que citei anteriormente: ao nos privar das nossas vulnerabilidades, anestesiamos também as nossas felicidades, nossa disposição para viver uma vida plena, de sorrir, de ser quem realmente é.

Já imaginou o alto custo de ter uma vida blindada para todas as emoções boas, raras e lindas da existência humana?

5. O custo de não saber quem você é

Não tem nada mais caro nesse mundo do que passar a vida inteira negando sua essência, ou seja, privando a si mesmo de você ser quem você realmente é!

Tem pessoas que estão no casamento errado, no emprego errado, que não sabem lidar com a falta de aceitação da família e passam a vida inteira sofrendo com isso, pois acham que precisam se encaixar e fazer o que a maioria faz para ser aceito.

Está tudo bem se você não quiser casar, está tudo bem se você não quiser ter filhos, se seu maior sonho é bem diferente da maior parte das pessoas. Você é livre e tem o direito de escolher.

Mas você pode pagar um preço muito alto por viver uma vida que não é a sua!

O cantor Rick Martin, revela que antes de assumir a homosexualdade, estava a beira de um colapso, por ter que fingir quem ele era para familiares e até para as câmeras:

“O mundo estava me devolvendo as horas que eu investi na música e na carreira. Eu era o rei do mundo. Minha música era ouvida no mundo todo, independentemente do idioma. Eu estava nas alturas. Mas não estava vivendo minha vida ao máximo. Estava triste e depressivo, fazia shows para sobreviver, pois era a minha fuga dessa tristeza”, afirmou.

Após ter tomado a decisão de revelar ao mundo sua orientação sexual, ele está em paz consigo mesmo, casou e seguiu a sua carreira bem resolvido.

Vivemos em uma socialmente que nos trata de forma massiva, mas cada pessoa tem um sonho, com suas opções, anseios e uma trajetória única. 

E você pode passar uma vida inteira para descobrir, e mais, precisa de ajuda para se encontrar, para assumir quem realmente é.

Isso porque temos programações, crenças, tabus, vieses, inseguranças, traumas e padrões que nos impedem de sermos plenos e satisfeitos.

É preciso um mergulho profundo no autoconhecimento.

Sim. Você vai ter que mergulhar na análise, vai precisar ler muitos livros, vai precisar de muita força para criar a sua programação livremente e ousar viver sua verdade.

Você quer olhar para trás e saber que fez da sua vida uma jornada feliz, que se esforçou para crescer, que se abriu emocionalmente para ser quem você é?

Saiba que você pode ter uma vida muito mais plena e realizada fazendo terapia, conhecendo seus potenciais e desafiando a si mesmo nos seus pontos fracos.

O custo de não fazer terapia pode ser alto e caríssimo sim, mas se você se propor a fazer terapia, poderá tomar a melhor decisão da sua vida: investir em você!

Agora que você já conhece o custo surpreendente de não fazer terapia, não perca tempo: desafie seus medos, entre na arena do autoconhecimento e viva com ousadia!

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